Chegamos à Páscoa e recebemos um bombardeio de informações para termos uma páscoa com mais sintonia com a nossa família, com aqueles a quem amamos e com aqueles que trabalhamos ou temos uma convivência mais próxima. E fiquei a observar uma propaganda em que dizia: “Páscoa sem ovo de chocolate não é páscoa”.
Achei interessante, achei no mínimo curioso, toda a nossa redenção estava então capacitada, destinada, ou melhor, está sendo atribuída a um ovo de chocolate. Há tantas produções cinematográficas caríssimas relatando, mostrando com riquezas de detalhes o sofrimento de Jesus na Cruz para a nossa redenção; e hoje com toda a nossa inteligência atribuímos a “redenção” à felicidade de uma páscoa a um ovo de páscoa; você há de convir comigo que é no mínimo curioso.
Vamos relembrar um pouco, desde que Israel partiu do Egito, há cerca de 1445 anos antes de Cristo, o povo Hebreu, posteriormente chamado de “judeus”, celebra a Páscoa todos os anos, na primavera em data aproximada da sexta-feira santa. Depois de os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó, passarem mais de quatrocentos anos de servidão no Egito, Deus decidiu libertá-los da escravidão. Suscitou a Moisés e o designou como o líder do êxodo. Em obdiencia ao chamado de Deus, Moisés compareceu diante do Faraó e lhe transmitiu a ordem divina: “Deixa ir o meu povo.” Para conscientizar o Faraó da seriedade dessa mensagem da parte do Senhor, Moisés, mediante o poder de Deus, invocou pragas como julgamento contra o Egito. No decorrer de várias pragas, o Faraó concordava em deixar o povo ir, mas, a seguir, voltava a trás, uma vez a praga sustada. Chegou a décima e derradeira praga, aquela que não deixaria aos egípcios nenhuma outra alternativa senão a de lançar fora os israelitas.
Deus mandou um anjo destruidor através da terra do Egito para eliminar todo primogênito, desde os homens até os animais. Visto que os israelitas também habitavam no Egito, como poderiam escapar do anjo destruidor? O Senhor emitiu uma ordem especifica ao seu povo; a obediência a essa ordem teria a proteção divina a cada família dos hebreus, com seus respectivos primogênitos. Cada família tinha de tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito, e sacrificá-lo ao entardecer do dia quatorze do mês de Abibe; famílias menores podiam repartir um único cordeiro entre si.
Parte do sangue do cordeiro sacrificado os israelitas deviam aspergir nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o destruidor passasse por aquela terra, ele passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas. Daí o termo Páscoa, que significa “pular além da marca”, “passar por cima”, ou “poupar”. Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não teria outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque queria ensinar ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando-o para o advento do “Cordeiro de Deus”, que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo.
Naquela noite específica, os israelitas deveriam estar vestidos e preparados para viajar. A ordem era para assar o cordeiro e não fervê-lo, e preparar ervas amargas e pães sem fermento. Ao anoitecer, portanto, estariam prontos, para a refeição ordenada e para partir apressadamente, momento em que os egípcios iam se aproximar e rogar que deixassem o país. Tudo aconteceu conforme o Senhor dissera.
A Páscoa na história Israelita: a partir daquele momento da história, o povo de Deus ia celebrar a Páscoa toda primavera, obedecendo as instruções divinas de que aquela celebração seria “estatuto perpétuo”. Era porem um sacrifício comemorativo, exceto o sacrificio inicial no Egito, que foi um sacrifício eficaz. Antes da construção do templo, em cada Páscoa os israelitas reuniam-se segundo suas famílias, sacrificavam um cordeiro, retiravam todo fermento de suas casas e comiam ervas amargas. Mais importante: recontavam a história de como seus ancestrais experimentaram o êxodo milagroso na terra do Egito e sua libertação da escravidão do Faraó. Assim, de geração em geração o povo hebreu relembrava a redenção divina e seu livramento do Egito. Uma vez construído o templo, Deus ordenou que a celebração da Páscoa e o sacrifício do cordeiro fossem realizados em Jerusalém.
Que maravilhoso seria se nós sentássemos à mesa e constássemos aos nossos filhos e aos nossos netos a história da nossa família, a história da redenção verdadeira através do sacrifício da espiação de Cristo Jesus.
O Antigo Testamento registra várias ocasiões em que uma Páscoa especialmente relevante foi celebrada na cidade santa. Nos tempos do Novo Testamento, os judeus observavam a Páscoa da mesma maneira. O único incidente na vida de Jesus como menino, que as Escrituras registram, foi quando seus pais o levaram a Jerusalém, aos doze anos de idade, para a celebração da Páscoa. Posteriormente, Jesus ia cada ano a Jerusalém para participar da Páscoa. A última Ceia de que Jesus participou com os seus discípulos em Jerusalém, pouco antes da cruz, foi uma refeição da Páscoa. O próprio Jesus foi crucificado na Páscoa, como o Cordeiro pascoal dos que nEle crêem.
Os judeus hoje continuam celebrando a Páscoa, embora seu modo de celebrá-la tenha mudado um pouco. Posto que já não há em Jerusalém um templo para se sacrificar o cordeiro em obediência, a festa judaica contemporânea já não é celebrada com o cordeiro assado; mas as famílias ainda se reúnem para a solenidade. Retiram-se cerimonialmente das casas judaicas, e o pai da família narra toda a história do êxodo.
A Páscoa e Jesus Cristo. Para os cristãos, a Páscoa contém rico simbolismo profético a falar de Jesus Cristo. O Novo Testamento ensina explicitamente que as festas judaicas “são sombras das coisas futuras”, a redenção pelo sangue de Jesus Cristo.
Em Êxodo 12 podemos observar os seguintes itens, que nos fazem lembrar do nosso Salvador e do propósito para conosco. 1º item: O âmago do evento da Páscoa era a graça salvadora de Deus; Deus tirou os israelitas do Egito, não porque eles eram um povo merecedor, mas porque Ele os amou e porque Ele era fiel ao seu conserto. Semelhantemente, a salvação que recebemos de Cristo nos vem através da maravilhosa graça de Deus. 2º item: O propósito do sangue aplicado às vergas das portas era salvar da morte o filho primogênito de cada família; esse fato prenuncia o derramamento do sangue de Cristo na cruz a fim de nos salvar da morte e da ira de Deus contra o pecado. 3º item: O cordeiro pascoal era um “sacrifício” a servir de substituto do primogênito; isto prenuncia a morte de Cristo em substituição à morte do crente. O apóstolo Paulo expressamente chama Cristo de nosso Cordeiro da Páscoa, que foi sacrificado por nós. 4º item: O cordeiro macho separado para morte tinha de ser “sem mácula”, esse fato prefigura a impecabilidade de Cristo, o perfeito Filho de Deus. 5º item: Alimentar-se do cordeiro representava a identificação da comunidade israelita com a morte do cordeiro, morte esta que os salvou da morte física. Assim como no caso da Páscoa, somente o sacrifício inicial, a morte dEle na cruz, foi um sacrifício eficaz. Realizamos em continuação a Ceia do Senhor como um memorial, “em memória” dEle. 6º item: A aspersão do sangue nas vergas das portas era efetuada com fé obediente, essa obediência pela fé resultou, então, em redenção mediante o sangue. A salvação mediante o sangue de Cristo se obtém somente através da “obediência da fé”. 7º item: O cordeiro da Páscoa devia ser comido juntamente com pães asmos. Uma vez que na Bíblia o fermento normalmente simboliza o pecado e a corrupção, esses pães asmos representam a separação entre os israelitas redimidos e o Egito, o mundo e o pecado. Semelhantemente, o povo redimido por Deus é chamado para separar-se do mundo pecaminoso e dedicar-se exclusivamente a Deus.
Você deve estar a exclamar, mas que texto longo, Rosângela! Mas se faz necessário no momento em que as coisas começam a ser deturpadas, e você poderá estar ainda a me dizer: Mas, Rosângela, toda a vida teve ovos de chocolate e coelhinhos! O que é isso agora? Pois é, quando somos ignorantes, Deus nos perdoa. Mas agora que você sabe da verdade da redenção você tem o livre arbítrio. Concordo com você, comer chocolate é gostoso, é saudável, mas pára por aí.
Em Lucas 23:33-48 eu vejo todo o sofrimento que Cristo Jesus passou por nós. Leia na sua Bíblia. “E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram e aos malfeitores, um à direita, e outro à esquerda.
E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes.
E o povo estava olhando. E também os príncipes zombavam dele, dizendo: Aos outros salvou, salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus.
E também os soldados escarneciam dele, chegando-se a ele, apresentando-lhe vinagre, e dizendo: Se tu és o Rei dos judeus, salva-te a ti mesmo.
E também, por cima dele, estava um título, escritos em letras gregas, romanas e hebraicas: ESTE É O REI DOS JUDEUS.
E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós.
Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?
E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam, mas este nenhum mal fez.
E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino.
E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.
E era quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até a hora nona, escurecendo-se o sol, e rasgou-se ao meio o véu do templo.
E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou.
E o centurião, vendo o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: Na verdade, este homem era justo.
E toda a multidão que se ajuntara a este espetáculo, vendo o que havia acontecido, voltava batendo nos peitos”.
Será, amados, que achamos em toda esta maravilhosa história de Cristo Jesus na Cruz ovos de chocolate e coelhinhos? Ter criatividade é um dom, é saber sacar e comunicar as coisas primeiramente. Mas tem um limite para engeçarmos e colocarmos como verdade a felicidade da nossa páscoa a um ovo de chocolate. O desejo do meu coração é que você tenha uma verdadeira comunhão com Jesus, que Ele venha a lhe dar a Sua redenção.
Que Jesus continue a interceder por mim e por ti junto a Deus, que o Espírito Santos do Senhor venha falar ao teu coração, que Ele venha a te modificar como pessoa sendo você então uma pessoa a cada dia melhor. Melhor junto à tua família, junto a tua esposa, a teu marido; que tu sejas uma pessoa melhor como sogra, como sogro que tu és; que teus parâmetros de felicidade sejam parâmetros de edificação. Que Jesus te abençoe e proteja em nome de Jesus. Amém?
Por Rosângela Bühring
Publicado no Jornal A Notícia do Vale, edição do dia 31 de março de 2010.
Achei interessante, achei no mínimo curioso, toda a nossa redenção estava então capacitada, destinada, ou melhor, está sendo atribuída a um ovo de chocolate. Há tantas produções cinematográficas caríssimas relatando, mostrando com riquezas de detalhes o sofrimento de Jesus na Cruz para a nossa redenção; e hoje com toda a nossa inteligência atribuímos a “redenção” à felicidade de uma páscoa a um ovo de páscoa; você há de convir comigo que é no mínimo curioso.
Vamos relembrar um pouco, desde que Israel partiu do Egito, há cerca de 1445 anos antes de Cristo, o povo Hebreu, posteriormente chamado de “judeus”, celebra a Páscoa todos os anos, na primavera em data aproximada da sexta-feira santa. Depois de os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó, passarem mais de quatrocentos anos de servidão no Egito, Deus decidiu libertá-los da escravidão. Suscitou a Moisés e o designou como o líder do êxodo. Em obdiencia ao chamado de Deus, Moisés compareceu diante do Faraó e lhe transmitiu a ordem divina: “Deixa ir o meu povo.” Para conscientizar o Faraó da seriedade dessa mensagem da parte do Senhor, Moisés, mediante o poder de Deus, invocou pragas como julgamento contra o Egito. No decorrer de várias pragas, o Faraó concordava em deixar o povo ir, mas, a seguir, voltava a trás, uma vez a praga sustada. Chegou a décima e derradeira praga, aquela que não deixaria aos egípcios nenhuma outra alternativa senão a de lançar fora os israelitas.
Deus mandou um anjo destruidor através da terra do Egito para eliminar todo primogênito, desde os homens até os animais. Visto que os israelitas também habitavam no Egito, como poderiam escapar do anjo destruidor? O Senhor emitiu uma ordem especifica ao seu povo; a obediência a essa ordem teria a proteção divina a cada família dos hebreus, com seus respectivos primogênitos. Cada família tinha de tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito, e sacrificá-lo ao entardecer do dia quatorze do mês de Abibe; famílias menores podiam repartir um único cordeiro entre si.
Parte do sangue do cordeiro sacrificado os israelitas deviam aspergir nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o destruidor passasse por aquela terra, ele passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas. Daí o termo Páscoa, que significa “pular além da marca”, “passar por cima”, ou “poupar”. Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não teria outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque queria ensinar ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando-o para o advento do “Cordeiro de Deus”, que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo.
Naquela noite específica, os israelitas deveriam estar vestidos e preparados para viajar. A ordem era para assar o cordeiro e não fervê-lo, e preparar ervas amargas e pães sem fermento. Ao anoitecer, portanto, estariam prontos, para a refeição ordenada e para partir apressadamente, momento em que os egípcios iam se aproximar e rogar que deixassem o país. Tudo aconteceu conforme o Senhor dissera.
A Páscoa na história Israelita: a partir daquele momento da história, o povo de Deus ia celebrar a Páscoa toda primavera, obedecendo as instruções divinas de que aquela celebração seria “estatuto perpétuo”. Era porem um sacrifício comemorativo, exceto o sacrificio inicial no Egito, que foi um sacrifício eficaz. Antes da construção do templo, em cada Páscoa os israelitas reuniam-se segundo suas famílias, sacrificavam um cordeiro, retiravam todo fermento de suas casas e comiam ervas amargas. Mais importante: recontavam a história de como seus ancestrais experimentaram o êxodo milagroso na terra do Egito e sua libertação da escravidão do Faraó. Assim, de geração em geração o povo hebreu relembrava a redenção divina e seu livramento do Egito. Uma vez construído o templo, Deus ordenou que a celebração da Páscoa e o sacrifício do cordeiro fossem realizados em Jerusalém.
Que maravilhoso seria se nós sentássemos à mesa e constássemos aos nossos filhos e aos nossos netos a história da nossa família, a história da redenção verdadeira através do sacrifício da espiação de Cristo Jesus.
O Antigo Testamento registra várias ocasiões em que uma Páscoa especialmente relevante foi celebrada na cidade santa. Nos tempos do Novo Testamento, os judeus observavam a Páscoa da mesma maneira. O único incidente na vida de Jesus como menino, que as Escrituras registram, foi quando seus pais o levaram a Jerusalém, aos doze anos de idade, para a celebração da Páscoa. Posteriormente, Jesus ia cada ano a Jerusalém para participar da Páscoa. A última Ceia de que Jesus participou com os seus discípulos em Jerusalém, pouco antes da cruz, foi uma refeição da Páscoa. O próprio Jesus foi crucificado na Páscoa, como o Cordeiro pascoal dos que nEle crêem.
Os judeus hoje continuam celebrando a Páscoa, embora seu modo de celebrá-la tenha mudado um pouco. Posto que já não há em Jerusalém um templo para se sacrificar o cordeiro em obediência, a festa judaica contemporânea já não é celebrada com o cordeiro assado; mas as famílias ainda se reúnem para a solenidade. Retiram-se cerimonialmente das casas judaicas, e o pai da família narra toda a história do êxodo.
A Páscoa e Jesus Cristo. Para os cristãos, a Páscoa contém rico simbolismo profético a falar de Jesus Cristo. O Novo Testamento ensina explicitamente que as festas judaicas “são sombras das coisas futuras”, a redenção pelo sangue de Jesus Cristo.
Em Êxodo 12 podemos observar os seguintes itens, que nos fazem lembrar do nosso Salvador e do propósito para conosco. 1º item: O âmago do evento da Páscoa era a graça salvadora de Deus; Deus tirou os israelitas do Egito, não porque eles eram um povo merecedor, mas porque Ele os amou e porque Ele era fiel ao seu conserto. Semelhantemente, a salvação que recebemos de Cristo nos vem através da maravilhosa graça de Deus. 2º item: O propósito do sangue aplicado às vergas das portas era salvar da morte o filho primogênito de cada família; esse fato prenuncia o derramamento do sangue de Cristo na cruz a fim de nos salvar da morte e da ira de Deus contra o pecado. 3º item: O cordeiro pascoal era um “sacrifício” a servir de substituto do primogênito; isto prenuncia a morte de Cristo em substituição à morte do crente. O apóstolo Paulo expressamente chama Cristo de nosso Cordeiro da Páscoa, que foi sacrificado por nós. 4º item: O cordeiro macho separado para morte tinha de ser “sem mácula”, esse fato prefigura a impecabilidade de Cristo, o perfeito Filho de Deus. 5º item: Alimentar-se do cordeiro representava a identificação da comunidade israelita com a morte do cordeiro, morte esta que os salvou da morte física. Assim como no caso da Páscoa, somente o sacrifício inicial, a morte dEle na cruz, foi um sacrifício eficaz. Realizamos em continuação a Ceia do Senhor como um memorial, “em memória” dEle. 6º item: A aspersão do sangue nas vergas das portas era efetuada com fé obediente, essa obediência pela fé resultou, então, em redenção mediante o sangue. A salvação mediante o sangue de Cristo se obtém somente através da “obediência da fé”. 7º item: O cordeiro da Páscoa devia ser comido juntamente com pães asmos. Uma vez que na Bíblia o fermento normalmente simboliza o pecado e a corrupção, esses pães asmos representam a separação entre os israelitas redimidos e o Egito, o mundo e o pecado. Semelhantemente, o povo redimido por Deus é chamado para separar-se do mundo pecaminoso e dedicar-se exclusivamente a Deus.
Você deve estar a exclamar, mas que texto longo, Rosângela! Mas se faz necessário no momento em que as coisas começam a ser deturpadas, e você poderá estar ainda a me dizer: Mas, Rosângela, toda a vida teve ovos de chocolate e coelhinhos! O que é isso agora? Pois é, quando somos ignorantes, Deus nos perdoa. Mas agora que você sabe da verdade da redenção você tem o livre arbítrio. Concordo com você, comer chocolate é gostoso, é saudável, mas pára por aí.
Em Lucas 23:33-48 eu vejo todo o sofrimento que Cristo Jesus passou por nós. Leia na sua Bíblia. “E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram e aos malfeitores, um à direita, e outro à esquerda.
E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes, lançaram sortes.
E o povo estava olhando. E também os príncipes zombavam dele, dizendo: Aos outros salvou, salve-se a si mesmo, se este é o Cristo, o escolhido de Deus.
E também os soldados escarneciam dele, chegando-se a ele, apresentando-lhe vinagre, e dizendo: Se tu és o Rei dos judeus, salva-te a ti mesmo.
E também, por cima dele, estava um título, escritos em letras gregas, romanas e hebraicas: ESTE É O REI DOS JUDEUS.
E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós.
Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?
E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam, mas este nenhum mal fez.
E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino.
E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.
E era quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até a hora nona, escurecendo-se o sol, e rasgou-se ao meio o véu do templo.
E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou.
E o centurião, vendo o que tinha acontecido, deu glória a Deus, dizendo: Na verdade, este homem era justo.
E toda a multidão que se ajuntara a este espetáculo, vendo o que havia acontecido, voltava batendo nos peitos”.
Será, amados, que achamos em toda esta maravilhosa história de Cristo Jesus na Cruz ovos de chocolate e coelhinhos? Ter criatividade é um dom, é saber sacar e comunicar as coisas primeiramente. Mas tem um limite para engeçarmos e colocarmos como verdade a felicidade da nossa páscoa a um ovo de chocolate. O desejo do meu coração é que você tenha uma verdadeira comunhão com Jesus, que Ele venha a lhe dar a Sua redenção.
Que Jesus continue a interceder por mim e por ti junto a Deus, que o Espírito Santos do Senhor venha falar ao teu coração, que Ele venha a te modificar como pessoa sendo você então uma pessoa a cada dia melhor. Melhor junto à tua família, junto a tua esposa, a teu marido; que tu sejas uma pessoa melhor como sogra, como sogro que tu és; que teus parâmetros de felicidade sejam parâmetros de edificação. Que Jesus te abençoe e proteja em nome de Jesus. Amém?
Por Rosângela Bühring
Publicado no Jornal A Notícia do Vale, edição do dia 31 de março de 2010.
